sábado, 27 de junho de 2015

The Legend of Zelda: Skyward Sword. Análise do jogo

O fim de uma geração não poderia ser mais extraordinário do que com esta aventura épica de cair o queixo e os olhos. Análise de The Legend of Zelda: Skyward Sword



Originalmente planejado para ser lançado ainda no início de 2011 e anunciado originalmente na E3 2010, The Legend of Zelda: Skyward Sword do Nintendo Wii aparentemente conseguiu transformar esse "atraso" em algo positivo. Primeiramente, temos uma das franquias mais emblemáticas e mais bem feitas da Nintendo, com histórias e uma trilha sonora que invejam a qualquer outra franquia na história da indústria e que ainda por cima conta com o melhor jogo de todos os tempos, The Legend of Zelda: Ocarina of Time, lançado para o Nintendo 64 em 1999 e que ganhou uma remasterização em 3D para o Nintendo 3DS em 2011. Em sua aventura, Link propõe ao jogador um nova forma de jogabilidade, utilizando o Wii Remote como a espada traz incontáveis benefícios e ajuda no envolvimento do jogador no enredo do título, que por si só já é extenso e muito bem trabalhado. No entanto, uma das coisas que mais chamaram a atenção são seus gráficos, uma mistura dos estilos de Twilight Princess e The Wind Waker. Com uma atmosfera que mostra as origens de uma série icônica, e que tem ligações diretas com praticamente todos os jogos da franquia, Skyward Sword foi lançado pela Nintendo para fechar a vida do Wii com chave de ouro. Mas, em outras palavras, Ocarina of Time poderia ter ganhado um adversário a altura como melhor game no coração dos fãs? Será que Nintendo acertou novamente? É isso que vamos ver nesta análise!




Aprovado:


Isso é um game ou é um sonho?

The Legend of Zelda: Skyward Sword tem seu primeiro impacto nos quesitos gráficos. Esqueça o que você imaginou no grandioso realismo de Twilight Princess ou o interessante cartunesco de Wind Waker, Phantom Hourglass e Spirit Tracks. Neste título o que ocorre é uma divisão quase perfeita entre estes dois aspectos, tanto nos personagens quanto nos cenários e ambientações. No destaque da ambientação pode ser colocada a ilha de Skyloft, a ilha flutuante natal dos personagens centrais do game, que simplesmente possui um dos mais belos cenários para um game de Nintendo Wii. Além disso, as dungeons, características fundamentais da franquia Zelda possuem também seus pontos fortes no quesito gráficos, o próprio Lanayru Desert, que, segundo a cronologia oficial da série se transformaria no Temple of Time de Ocarina of Time também possui ambientações grandiosas e gráficos de alta qualidade, incríveis para uma plataforma não-HD. Pelo ponto de vista do título, a Nintendo soube contornar todos os possíveis problemas gráficos que ocorrem na plataforma, e ainda por cima se dedicou demais com o visual incluso do novo game, tanto que para qualquer jogador, parece que você está adentrando a algum museu famoso ao redor do mundo e apreciando verdadeiras obras de arte. Nos quesitos visuais, a Nintendo conseguiu acertar em cheio, e sem dúvida nenhuma este é - se não o melhor - gráfico já visto no Wii.

Tentando explicar uma magnífica história:

Inimigos, avante jovem herói de roupas verdes!
Como já é de praxe da franquia The Legend of Zelda, o enredo tem papel fundamental não só do desenrolar do título mas também no corpo da franquia em si. Neste título, o jogador conhecerá Phi, uma espécie de ajudante da aventura como foi a fada Navi em Ocarina of Time, mas também saberá os segredos do início de tudo (já que segundo o próprio Miyamoto, este é o primeiro game da série cronologicamente flanado), da Master Sword, do Temple of Time e da própria luta eterna entre as forças do bem, comandadas por Link e a Princesa Zelda contra as forças do mal, controladas por Ganondorf. No entanto, diferente do enredo já convencional da série, em que "Link deve salvar a Princesa em perigo", desta vez ocorrem diferenças singelas nesses aspectos. Primeiramente, a Zelda deste título não é uma princesa, é apenas uma menina normal que mora na mesma ilha flutuante que Link, e a segunda é que tanto o nosso herói quanto ela são "amigos de infância". Isso pode parecer algo completamente banal e sem nexo algum, mas que consegue transformar de modo singular a narrativa. Neste game, o relacionamento de Link e Zelda é bem mais próximo que qualquer outro game da franquia, sendo assim, os motivos que levarão Link a salvar a jovem de um gigantesco perigo se tornam muito mais convincentes e plausíveis. Com isso, a Nintendo conseguiu reinventar a narrativa sem perder a sua essência, retirando um pouco da sensação de "clichê" de algumas partes já conhecidas do enredo.

Uma orquestra embutida em um game:

Além é claro da já apreciada história da franquia, como já foi mencionada na franquia, The Legend of Zelda também possui uma marca singular; a sua trilha sonora. Com The Legend of Zelda: Skyward Sword misturam acordes clássicos com trilhas sonoras inéditas, como a abertura inicial tocada em Lira. Com uma trilha de qualidade, além de deixar a experiência do título mais enigmática e bela, acaba aprofundando o jogador, fazendo sua imersão algo inigualável. Lógico, isto de certa forma não é nenhuma novidade, pois sabemos que os títulos de Zelda normalmente usam e abusam de uma excelente trilha sonora, e Skyward Sword mantém esta mesma qualidade!

O Wii Remote será a sua Master Sword:

Esquerda! Direita! Não, calma! Ah, vai de qualquer jeito mesmo!
Talvez um dos pontos que mais chamaram a atenção em The Legend of Zelda: Skyward Sword tenha sido o controle por movimento, algo inédito na franquia. Se levarmos em consideração a praticidade, esta novidade faz com que Link, o jovem herói de Hyrule reproduza com uma perfeição excelente o ataque que o jogador simulará com o Wii Remote, que deverá, obrigatoriamente possuir um Wii Motion Plus. Basicamente, os golpes podem variar entre horizontais, verticais, diagonais e até estocada, dependendo logicamente, de como o usuário movimentará o seu braço. Felizmente, a plataforma consegue captar os movimentos em uma boa performance, o que pode criar estratégias de ataques completamente diferentes para os inimigos diferentes. Com esta inovação, Skyward Sword possui duas singularidades na jogabilidade do que qualquer outro game da franquia, o primeiro por inovar os controles de movimento e o segundo é que por essa inovação, é necessário que o jogador pense antes de enfrentar os inimigos, pois ele deverá ao menos conhecer os pontos fortes e fracos para então poder atacar da maneira correta e assim, derrotá-lo. Com este título, o estúdio da Nintendo EAD conseguiu demonstrar de forma consistente o que tentou demonstrar durante toda a vida do Wii, a utilizar de forma inovadora e fundamental os controles em forma de movimento, e mais do que isso, mostrar o excelente funcionamento desta nova jogabilidade.

Chega de cavalgar pelas planícies de Hyrule e navegar pelo Grande Mar, agora o negócio é voar!:

Ao invés de você possuir uma égua, a Epona, como em Ocarina of Time, ou um barco, o King of Red Lions em Wind Waker, Link terá ao seu dispor mais uma das criaturas da franquia The Legend of Zelda, o pássaro gigante Loftwing. Com características que o aproximam de uma fênix, a mais nova companhia de Link poderá ser chamada a qualquer momento caso o jogador tenha que visitar (ou revisitar) uma das ilhas flutuantes espalhadas pelo título. Além disso, vale ressaltar um pouco da grandiosidade dos cenários e (do tempo que se levará para passar por cada dungeon). Com o pássaro em sua posse, você poderá literalmente voar para as dungeons e de maneira bem mais veloz do que os seus antigos companheiros. No entanto, com a grandiosidade completa do título, as vezes você pode se pegar parando em determinados lugares só para apreciar tudo, trilha sonora, belíssimos visuais, então, realmente aproveite cada segundo do título.

Reprovado:

Ás vezes; aonde o Link foi parar?:

The Legend of Zelda: Skyward Sword é um típico jogo que briga fervorosamente em qualidade na sua plataforma com Super Mario Galaxy 2. Por este motivo, é fato que Skyward Sword não possui nenhum erro grotesco e nem nada que comprometa completamente a jogabilidade como um todo, seja na história ou nos movimentos do personagens. No entanto, o game não é completamente perfeito e apresenta uma falha aqui e ali, como os pequenos e míseros problemas de câmera. No título, o problema é que as vezes, o controle da câmera começa a perder seu foco, o que pode causar uma confusão no jogador em algum momento do enredo. Com isso, em certos momentos você pode sem querer, estar lutando contra algum inimigo e ver alguma coisa a sua frente que não deveria estar ali (tipo uma parede, uma pilastra ou coisa do tipo) No entanto por nossa sorte, nos testes do Nintendo Fiction, pouquíssimas vezes isso aconteceu e com toda certeza, não diminuiu em nada a grandiosidade do game.

Veredito:

Um jogo praticamente beirando a perfeição:

The Legend of Zelda: Skyward Sword do Nintendo Wii pode ser considerado um dos mais bem feitos games para a plataforma. Considerado por muitos como o último suspiro do Wii, o novo título une uma nova experiência de jogabilidade, através dos movimentos do jogador pelo Wii Remote, como também uma história que compreende não só o jogo em si como praticamente a série inteira. Além disso, seus cenários ricamente decorados e personagens bem desenhados fazem qualquer jogador imaginar que se um game for bem feito, mesmo para uma plataforma que possui quesitos técnicos menores que seus concorrentes, ele pode se tornar tão grandioso e épico como se estivesse em HD. Além disso, a trilha sonora não deixa a desejar em nenhum aspecto, mantendo o padrão Zelda de qualidade, que aliás se mantém no título inteiro. Mesmo com as suas novidades, a essência de "grandiosidade" da franquia ainda se mantém, e isto é bom, pois se não tivesse essa marca não seria um verdadeiro Zelda. No entanto, o game não escapa de alguns erros e pequenos detalhes que devem ter passado desapercebidos pelos desenvolvedores e pelo próprio Miyamoto, como é o caso da problemática da câmera, que pode incomodar algumas vezes, mas como foi dito em nosso testes, ocorreu em pouquíssimas vezes e nestas horas, não ocorria nada de crucial. Em outras palavras, The Legend of Zelda: Skyward Sword é a aventura do herói de roupa verde suprema no Nintendo Wii, competindo com grandes clássicos da série como Ocarina of Time e A Link to the Past como o melhor da série. Basicamente, todos, sem nenhuma exceção que possuem (ou podem pedir emprestado) um Wii devem apreciar ao menos uma vez esta magnífica obra de arte.



Notas:


Com a nova versão do Nintendo Fiction, a nota atribuída para cada um dos jogos analisados será dividido em duas categorias, a Área Técnica e a Área Dinâmica. Na área técnica estão contidos três quesitos, Áudio Geral, Gráficos e Artes Visuais, enquanto que na área dinâmica temos Longevidade, Jogabilidade e Diversão. Por fim, teremos a média geral de nota para o título.




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